“Se você estiver atravessando o inferno… NÃO PARE!”

Escolhi para o título uma frase famosa do Winston Churchill, que foi primeiro ministro do Reino Unido durante a 2ª guerra mundial. A inspiração surgiu quando participei com o Dave Mustaine de uma entrevista para o The Noite.

Em certo ponto, o Danilo Gentili fez uma piada sobre o álbum Dystopia e a impressão de que o Megadeth fala muito de apocalipse:

“Se você um dia quiser fazer um clipe sobre terra devastada é só gravar no Brasil”

A definição de Distopia é um lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação. Ou seja, o contrário de uma utopia.

Como brasileiro, sempre me afeta quando fico sabendo de episódios negativos relacionados a meu país. E infelizmente nos últimos tempos isso está bem frequente. Por outro lado, teremos eleições em 2018 e as opiniões estão muito exaltadas.

E como você fica em relação a tudo isso?

Quando me veio a frase do Churchill, que liderou seu país num contexto de guerra, foi inevitável associar a tudo que vem acontecendo.

E a mensagem que quero deixar pra você é que mais escândalos virão. O fim da crise econômica ainda pode demorar… Mas o seu sucesso não pode ser pautado por isso.

Você pode acompanhar o noticiário e ter suas opiniões. Só que a vida não vai esperar as condições perfeitas. Independente disso, o tempo segue em frente e você deve fazer o mesmo.

Não é o próximo presidente que vai conquistar seus objetivos. E nem será ele quem vai definir os seus resultados.

A importância da blindagem

No livro “Relentless: From Good to Great to Unstoppable” (Implacável: De Bom a Ótimo para Imparável), o treinador da NBA Tim Grover descreve as filosofias que regem o seu trabalho.

Ele aborda uma série de traços compartilhados por Michael Jordan e outras estrelas do basquete que ele ajudou a aprimorar tanto física como mentalmente.

É um livro sobre prosperar na pressão, mesmo que nunca esteja satisfeito com suas realizações. Ou seja, seguir blindado ao que acontece a seu redor, sempre em busca da próxima meta. E, ao se manter consistente nessa filosofia, vai conquistar grandes objetivos.

Grover apresenta o perfil de “Cleaners” (limpadores), que são atletas assim como Michael Jordan, com a habilidade de limpar da mente tudo que não está relacionado ao seus objetivos.

Para ele, também existem os “Closers” (finalizadores), que nos momentos importantes conseguem entregar, mas não vivem sempre focados.

E, ainda, os “Coolers” (refrigeradores) , que são as pessoas mais adaptáveis, que navegam conforme a maré, mas ficam desconfortáveis ​​em papéis de liderança.

Pois na sua carreira artística ou na vida profissional, o conceito de “Cleaner” pode ajudar muito no jogo de longo prazo. Pois haverá muitos erros e fracassos na sua jornada.

Mas pense em um grande atleta que perdeu a jogada decisiva na final em que era assistido por milhões de pessoas. Ou no astro da música que falhou em cima do palco.

O que os diferencia dos atletas e músicos comuns? Eles não se abalam, seguem em frente e entregam o seu melhor. Essa consistência é um traço no perfil de grandes realizadores.

Você deseja ser um? O segredo é continuar quando todos os outros estão desistindo. Nunca deixe as emoções te tornarem fraco.

Então, como ensinou Winston Churchill, se estiver atravessando um momento difícil, não fique pelo meio do caminho. No lugar onde estiver, sempre haverá algo que possa fazer com aquilo que você já tem em mãos. Ou que seja capaz de alcançar.

Não foi esse o assunto da entrevista, mas espero que a mensagem possa fazer diferença na sua vida. E se você não assistiu o The Noite, vou deixar o vídeo logo abaixo:

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Sobre Kiko Loureiro

Kiko Loureiro

Músico multi-instrumentista, compositor e guitarrista da banda brasileira de metal Angra e da banda de metal norte-americana Megadeth. Além disso, também dedica parte do seu tempo ensinando Music Business, carreira e inovação nos negócios da música.